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quarta-feira, 21 de março de 2012


Só mais uma vez...
 
Repita isso sempre que quiser deixar de ser adulto, pois uma vez você deixou de ser criança, mas a criança nunca te abandonou. O que é bom nunca nos abandona, bom no sentido da palavra bom, não o bom no sentido de ser legal, mas no sentido de ser puro, puro como o sorriso de uma criança...

Deus é puro, e por mais que muitos digam que não acredita em Deus, o nome dele é a primeira coisa que nos vem à mente em momentos difíceis e ele também nunca nos abandona, pois é um Deus puro e seu nome nos enche de paz e nos tranqüiliza sempre.
Em momentos difíceis ou de solidão, costumamos cantar... Quem não gosta de uma boa música? Mas falando de músicas, vem à mente algumas canções que para nós são inesquecíveis.

Temos verdadeiras trilhas sonoras de nossas vidas, e algumas dessas músicas nos marcam desde pequenos. Especiais e programas infantis são um marco da nossa infância. Alguns especiais como: A Arca de Noé, Casa de Brinquedos, Pirlimpimpim, Plunct Plact Zoom, Balão Mágico ou programas como: Vila Sésamo, Balão Mágico, Xou da Xuxa, Bozo, ZYB BOM, A Hora do Capeta, Bambalalão, TV Colosso, Clube da Criança, Cometa Alegria, Lupulimpim Clapatopô, TV Globinho, entre outros.

Na música muitos compositores brilhantes, fizeram a imaginação das crianças viajar com composições que marcaram época e são cantadas até hoje. 

Segue abaixo algumas letras que achamos interessante compartilhar:

João e Maria - Chico Buarque

Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês
Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país
Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido
Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?

Aquarela - Toquinho

Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo...
Corro o lápis em torno
Da mão e me dou uma luva
E se faço chover
Com dois riscos
Tenho um guarda-chuva...
Se um pinguinho de tinta
Cai num pedacinho
Azul do papel
Num instante imagino
Uma linda gaivota
A voar no céu...
Vai voando
Contornando a imensa
Curva Norte e Sul
Vou com ela
Viajando Havaí
Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela
Brando navegando
É tanto céu e mar
Num beijo azul...
Entre as nuvens
Vem surgindo um lindo
Avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar...
Basta imaginar e ele está
Partindo, sereno e lindo
Se a gente quiser
Ele vai pousar...
Numa folha qualquer
Eu desenho um navio
De partida
Com alguns bons amigos
Bebendo de bem com a vida...
De uma América a outra
Eu consigo passar num segundo
Giro um simples compasso
E num círculo eu faço o mundo...
Um menino caminha
E caminhando chega no muro
E ali logo em frente
A esperar pela gente
O futuro está...
E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo, nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença
Muda a nossa vida
E depois convida
A rir ou chorar...
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos
Numa linda passarela
De uma aquarela
Que um dia enfim
Descolorirá...
Numa folha qualquer
Eu desenho um sol amarelo
(Que descolorirá!)
E com cinco ou seis retas
É fácil fazer um castelo
(Que descolorirá!)
Giro um simples compasso
Num círculo eu faço
O mundo
(Que descolorirá!)

O Caderno - Toquinho

Sou eu que vou seguir você
Do primeiro rabisco
Até o be-a-bá.
Em todos os desenhos
Coloridos vou estar
A casa, a montanha
Duas nuvens no céu
E um sol a sorrir no papel...
Sou eu que vou ser seu colega
Seus problemas ajudar a resolver
Te acompanhar nas provas
Bimestrais, você vai ver
Serei, de você, confidente fiel
Se seu pranto molhar meu papel...
Sou eu que vou ser seu amigo
Vou lhe dar abrigo
Se você quiser
Quando surgirem
Seus primeiros raios de mulher
A vida se abrirá
Num feroz carrossel
E você vai rasgar meu papel...
O que está escrito em mim
Comigo ficará guardado
Se lhe dá prazer
A vida segue sempre em frente
O que se há de fazer...
Só peço, à você
Um favor, se puder
Não me esqueça
Num canto qualquer...(2x)

Muitos perguntam qual o sentido da vida... Acreditamos que “Ser Feliz” é o real sentido da vida. A criança já é feliz só por estar viva, acredito que compositores como Toquinho, Chico Buarque de Holanda, Gonzaguinha e outros, descobriram o sentido da vida mesmo que involuntariamente. A simplicidade e a alegria de uma criança, nos mostra que todos os nossos problemas, por maiores que possam parecer, podem ter solução, se temos pureza em nossos pensamentos, mas também a fé e a determinação deve existir para que tudo se complete.

Será que seus problemas são mesmo sem solução?





O Que É, O Que É? - Gonzaguinha

Eu fico
Com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...
Viver!
E não ter a vergonha
De ser feliz
Cantar e cantar e cantar
A beleza de ser
Um eterno aprendiz...
Ah meu Deus!
Eu sei, eu sei
Que a vida devia ser
Bem melhor e será
Mas isso não impede
Que eu repita
É bonita, é bonita
E é bonita...
E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...
E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...
Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...
Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...
Você diz que é luta e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...
Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...
Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...
E a pergunta roda
E a cabeça agita
Eu fico com a pureza
Da resposta das crianças
É a vida, é bonita
E é bonita...

Rogério P. Magalhães e Marizan Menezes Santana.

Um comentário:

  1. Parabéns. Ficou show de bola, só me faz lembrar que ainda posso ser criança menos depois de amadurecido e me tornado pai. Ainda posso ter a inocência e o sorriso de uma criança!!

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