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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Olá caros leitores!

Em abril de 2002, escrevi para uma revista de um fórum de quadrinhos do qual participava, o grupo se chamava MBB (Multiverso Bate Boca). Passei uma ótima fase da minha vida enquanto participei deste grupo, fiz alguns amigos e um grande amigo que era responsável pela revista MBB Magazine e que me deu a honra de escrever esta matéria.




(Capa da MBB Magazine)

Fiz algumas modificações no texto a seguir pois algumas coisas só entenderia quem era do fórum na época e para facilitar o entendimento dos leitores deste blog.

Espero que gostem, boa leitura!


Desde a infância o ser humano está sempre sonhando em ser diferente dos demais. Enquanto crianças, passamos nossas vidas dando asas à imaginação.

Quem nunca sonhou em ser um super-herói, soltar de um prédio sem se machucar, andar pelas paredes, voar, parar uma locomotiva com as mãos, ser mais rápido que uma bala, etc, etc, etc...?

Na falta da realização desses sonhos, nos conformamos em contemplar os nossos heróis dos quadrinhos, desenhos animados ou filmes, que por sua vez foram criados para aliviar as frustrações e medos que herdamos da infância.

Como a maioria dos que tiveram a chance de ler quadrinhos sabem os super-heróis que conhecemos hoje, na sua maioria, foram idealizados na dor de uma guerra ou em grandes traumas causados por algum tipo de catástrofe. 

Nos Estados Unidos, por exemplo, a grande maioria dos heróis foram criados na época da Segunda Guerra Mundial, pois foi uma forma de aliviar o terror que todos sentiam durante esta fase.




Eles sonhavam com um super ser, que com um simples gesto, conseguissem fazer verdadeiros milagres, lutando pela paz e pela justiça.

Em todo o mundo surgiu o mesmo princípio, cada país do mundo tem o seu super-herói, que foi criado de acordo com a realidade do país. 

No Japão, por exemplo, eles acharam uma forma de explicar os fenômenos da natureza e por sua vez aprender a lidar com eles. Imaginavam seres superpoderosos e monstros gigantescos capazes de criar terremotos, maremotos e as mais terríveis catástrofes com seus poderes. Sua forma de consolo era saber que poderiam contar com super-heróis capazes de amenizar a dor e a destruição causada por esses “monstros”. 





Até mesmo aqui no Brasil temos nossos próprios heróis, dentro da nossa realidade. Ex.: Capitão 7 (quadrinhos) e Vigilante Rodoviário (Série de TV).




Assim surgiram os heróis que hoje fazem a cabeça de muitas crianças, jovens e até mesmo de adultos, heróis que nasceram de medos e frustrações do homem, medos esses que dependendo do lugar onde vivem, têm várias faces, sejam elas em forma de guerras, fenômenos da natureza, da fome ou simplesmente de lendas de bicho papão, contadas por nossos pais para que comêssemos toda a comida do almoço.

Sendo essa a nossa herança de infância, como poderíamos não amar heróis, os nossos gibis, revistas, HQ´s, Comics ou seja lá como a chamamos dependendo da região em que vivemos.

Como pode alguém recriminar um leitor de Histórias em Quadrinhos???? A não ser que ele não tenha tido infância!


Eis aqui o porquê de termos alma pura, é esse sentimento de criança que reativa nossas mentes fazendo nossa imaginação voar, subir pelas paredes, parar locomotivas ou ser mais rápidos que uma bala, pois somos eternas crianças aprendendo à cada dia a verdadeira realidade da vida, que é ter esperança de um mundo sem guerras e mais justo para todos. Ou seja, simplesmente sermos felizes.


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