Quem nunca
quis mais um doce que gostasse...
Doce...
O primeiro grande prazer real de uma criança em minha opinião... Qual a criança
que não fica louca por um doce? Lembro-me quando meu filho sentiu pela primeira
vez a sensação de saborear algo doce e olha que pra ele era meio complicado
comer coisas doces, uma vez que descobrimos muito cedo que ele tinha uma doença
chamada refluxo, que é um problema que afeta os bebês, fazendo o alimento
regurgitar. Bom, não vamos entrar nesses detalhes. Foi uma época sofrida da
minha vida, pois prazeres como comer algo saboroso como doce ou sentir o
paladar de uma fruta (no caso das mais ácidas) como laranja, etc, lhe foram
tirados.
Ele
também não podia se dar ao luxo de gargalhar... Ou seja, um dos maiores
prazeres de uma criança, o de sorrir ficou limitado pra ele, afinal, quando ele
o fazia... Colocava todo o alimento para fora...
O que
quero dizer com tudo isso? É que a vida pode nos ensinar muita coisa desde
pequeno e no meu caso me ensinou depois que o meu filho nasceu, que pequenas
coisas, simples como comer um doce ou apenas sorrir, pode nos fazer falta mais
tarde. Pensem nisso!
Mas
vamos relembrar coisas alegres...
Assim
como os doces, qualquer comida que nos faça lembrar nossa infância nos remete a
um passado maravilhoso e nos faz pensar no tempero da mamãe...
Em dias
que precisamos sobreviver e trabalhar muitas vezes exaustivamente, sem tempo
para sequer comer direito, tendo que muitas vezes fazer aquele velho lanche
rápido e o tempero nem sempre nos agrada, não há quem não se lembre do velho
tempero de mãe.
Nossas
lembranças infantis estão presentes a todo o momento, nos fazem reviver
momentos que não voltam mais, mas que em nosso íntimo nos marca, mas
infelizmente, ao crescermos a vida dura que levamos nos faz esquecer momentos
felizes do nosso saudoso passado.
Abaixo
está uma cena de uma ótima animação da Pixar, Ratatouille que nos ilustra essa
realidade:
Rogério P. Magalhães e Marizan
Menezes Santana.




Eita que agora me deu até saudadade do pirulito Zorro que eu adorava...bastava ter uma moedinha e eu ía correndo pra venda comprar um...Coisa boa,lembro e ainda consigo sentir o gosto,o que prova que a felicidade vem das coisas simples da vida,que podemos viver bem mesmo com pouco e que na maioria das vezes nos esquecemos dessa verdade.E o caramelo,nem se fala. Hummm.... só em lembrar fiquei com a boca cheia d'água. Estão de parabéns pelo blog!
ResponderExcluirTú me fez lembrar agora de nossas coincidências, uma boa e outra não boa. Filho e Refluxo. O nome do meu Filho é Danilo e ele também teve refluxo, foi terrível e culminou numa cirurgia que mesmo nele, doía mais em mim. Agora o lado bom é a felicidade prazerosa de saborearmos essas guloseimas, particularmente eu gostava muito de uns chicletizinhos coloridos que vendiam em saquinhos. Mui bom...
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