Páginas

quinta-feira, 22 de março de 2012


Quem nunca quis que a brincadeira pudesse durar mais...

Brincar, Veio do latim VINCULUM ou do germânico BLINKAN ou BLINKEN que significa brilhar.

Brilhar, ótima definição para a palavra brincar... Afinal, é a primeira coisa que vemos nos olhos de uma criança quando lhe é dado um brinquedo.

Desde os tempos antigos que os brinquedos tiveram um importante papel na vida das crianças. Por milhares de anos crianças brincaram com brinquedos dos mais variados tipos. Bolinhas de gude foram usadas por crianças no continente africano há milhares de anos. Na Grécia Antiga e no Império Romano, brinquedos comuns eram barquinhos e espadas de madeira, entre os meninos, e bonecas entre as meninas. Durante a Idade Média, os fantoches eram brinquedos muito comuns entre as crianças. 

Os brinquedos chegaram ao Brasil pela família lusitana Rebelo. O Sr. Manoel Rebelo foi o pioneiro em lojas especializadas no Brasil, ao abrir no bairro do Jabaquara, em São Paulo, a loja que viria a ser o centro de referência do assunto no Brasil. A Rebelos' Funhouse é hoje a loja mais visitada na América Latina e tem um estoque e acervo invejável a qualquer loja na Europa e EUA.  

Brinquedos aumentam o comportamento cognitivo e estimulam a criatividade. Auxiliam no desenvolvimento das habilidades físicas e mentais que são necessárias mais tarde na vida. (Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre).

Acreditamos que todos nós tenhamos um brinquedo ou brincadeira preferida, que só de lembrar bate aquela enorme saudade da infância... E isso é fato, não importa a idade que temos, com certeza temos em mente aquele brinquedo inesquecível.

Partindo disto, aqui está uma de nossas idéias que por enquanto é uma mera utopia... Acreditamos que, em meio ao estresse gerado pelo dia a dia e no turbilhão enlouquecedor em que vivemos, perdemos nossa identidade, nos tornamos mais agressivos, chegamos a descontar nossas frustrações em pessoas que amamos. Juntamente com esse mundo cada vez mais capitalista, pensamos cada vez mais em “ter” do que em “ser” e somos cada vez mais fruto da brutalidade da nossa sociedade, cada vez mais violenta e sem credos.

Então pensamos: Por que não fazermos uma “terapia do brinquedo”? Não falo aqui, numa terapia propriamente dita, baseada em regras ou paradigmas médicos. Falo de uma terapia individual, onde cada um e qualquer um de nós podem executar. 

Quando criança vivi muito tempo da minha vida sozinho... Pois por muito tempo fui filho único, Brincava comigo mesmo e com meus brinquedos, mas nem por isso me sentia só ou cresci frustrado, pois aproveitei bastante a minha infância. Mas aprendi, que muitas das minhas raivas, frustrações, desilusões e estresse eu podia curar quando estava brincando sozinho ou com meus amigos. Por isso acredito que não tive grandes “revoltas” na minha adolescência.

Apesar disso, tive bastante dificuldade em me relacionar com meu filho no fator brincadeiras, mas hoje estou aprendendo a trabalhar mais esse lado.

O que estou querendo dizer com isso tudo, é que se cada um de nós, parar para brincar de vez em quando... Mas falo brincar mesmo, brincar com os amigos, filhos, até mesmo sozinho, poderia resolver muitos dos seus problemas. Com a brincadeira, a vida se torna mais fácil, e os problemas começam a clarear, você pode encontrar soluções que antes pareciam impossíveis de se achar, passa a ver que a vida é mais simples do que se possa imaginar e somos nós que a complicamos.

Penso numa sala, uma sala cheia de brinquedos, alguns dos que brincávamos na nossa infância, outros mais recentes, etc.

Onde ao invés de ingerir bebida alcoólica e fazer besteiras como crianças imaturas, pudéssemos simplesmente brincar, fazer uma troca de energias, as ruins pelas boas e voltar a ser criança por algumas horas, não vejo vergonha alguma nisso!

Não falo aqui de ninguém se abster em beber, afinal não quero aqui pregar nenhum tipo de lição de moral, acho que apenas se deve ter moderação ao fazer e fazer com responsabilidade, mas de pararmos de vez em quando e relembrarmos o quanto é bom brincar e esquecer-se do tempo, do trabalho cansativo e das preocupações por algumas horas mágicas.

Certa vez, fiz uma experiência na faculdade juntamente com um grupo de colegas. Resolvemos relembrar uma velha brincadeira chamada DETETIVE. Resume-se em cortar pequenos pedaços de papel, onde um seria o detetive, outro o assassino e os demais as vítimas, o assassino matava suas vítimas com uma simples e discreta piscadela de olho e o detetive teria que descobrir e dar voz de prisão ao assassino se acertasse ele ganhava se errasse ele perdia e quem ganhava era o assassino. Simples assim!

No início a maioria ficou com vergonha e resistente, mas quando viram todos se divertindo e brincando junto em meio a muita gargalhada, todos resolveram participar. Logo o clima contagiou a todos... Em pouco tempo todos se esqueceram da vida por algumas horas no intervalo das aulas.

Não resista aos seus instintos, se divirta, relaxe, esqueça o amadurecimento, a fruta muito madura logo se torna podre e negra, assim como nossa alma se nos deixar corromper pelos negros males da vida. Ou seja, simplesmente... BRINQUE!


  
Rogério P. Magalhães e Marizan Menezes Santana.

3 comentários:

  1. Cara! Eu me lembrei do meu atari. Era tri legal. Sem contar q nos campeonatos de jogo de botão eu mandava bem.... Roger Ly e Mário deixo aqui o meu registro e elogio ao blog. Tá massa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Valeu cara!!! Estaremos escrevendo mais coisas e compartilhe mais coisas e experiências com agente, podemos usar em outras postagens... Ahh e faz a divulgação aí!! rs Abraço!

      Excluir
  2. Amigo!!! Adorei o seu texto, voltei a infância com muita saudade!!! Das nossas férias em Valença, onde a Vila era nosso mundo explorado, ficávamos na rua até tarde, com as portas das casas abertas, as luzes acesa iluminava a nossa alegria de criança. As brincadeiras eram divertidas, sem maldade e sem inveja. As brincadeiras de roda, o chuta lata, o pega-pega, o esconde-esconde... Bjuxsss

    ResponderExcluir